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Estátua da Justiça, de Iracema Miranda, 2012. Pintura em acrílica sobre tela, com 140 por 100 centímetros. Em composição vertical, uma figura humana estilizada ocupa o centro da obra. Sentada, mantém o tronco ereto e segura horizontalmente um objeto semelhante a uma espada apoiada sobre o colo. O rosto não apresenta traços fisionômicos, reduzido a formas geométricas simples. As vestes são sugeridas por áreas claras em branco e tons terrosos, com linhas suaves que definem o corpo. O fundo é abstrato e vibrante, dominado por tonalidades de vermelho, laranja, amarelo e toques de marrom, aplicadas em pinceladas amplas que criam sensação de calor e movimento. A figura clara destaca-se sobre esse ambiente luminoso, evocando a representação simbólica da Justiça em uma linguagem moderna e expressiva.

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios - TJDFT
Na obra “Arcanjo da Justiça”, de Glória Maria Mello, realizada em 2012, em acrílica sobre tela, com 120 por 80 centímetros, aparece uma figura angelical centralizada sobre fundo escuro, em tons de azul, preto e cinza. A figura tem grandes asas abertas, corpo coberto por vestes longas e volumosas, e segura uma balança dourada, símbolo da justiça. A balança pende à frente do corpo, com dois pratos suspensos por fios finos. Em uma das mãos, a figura também segura um objeto longo e claro, semelhante a uma espada ou bastão. O rosto é frontal, com traços suaves e pouco contraste. No alto da pintura, há um pequeno elemento circular luminoso. As pinceladas são aparentes, criando textura espessa e brilho sobre asas, roupas e fundo.

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Waiting for the owner, aquarela sobre papel realizada por Jorge Blues em 2011, mede 54 por 36,5 centímetros. A composição apresenta uma paisagem aquática tranquila, em tons suaves de azul, branco, amarelo e verde. Em primeiro plano, uma canoa em tons amarelados e esverdeados ocupa a parte direita da cena. Vista levemente de cima, a embarcação revela seu interior escuro, com detalhes em vermelho e azul. A proa aponta para a frente, enquanto um reflexo suave se espalha sobre a água calma. No canto inferior esquerdo, pequenas pedras claras emergem da superfície azulada. Ao fundo, uma segunda canoa aparece menor e mais distante, reforçando a sensação de profundidade. Uma estreita faixa de terra recorta o horizonte, separando a água de um céu claro com pinceladas delicadas. A leveza da aquarela cria uma atmosfera silenciosa e contemplativa, sugerindo embarcações imóveis à espera de seus proprietários.

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Identidade, de Bruno Matos, criada em 2010, com técnica mista sobre compensado e medindo 59 por 46 centímetros, apresenta um rosto humano centralizado, desenhado com traços escuros e bem definidos. Os cabelos são lisos. Os olhos grandes estão voltados para a direita; o nariz é alongado e a boca está fechada. O fundo combina tons quentes de vermelho, laranja e bege, com textura irregular. Ao redor da cabeça, há faixas verticais com sinais gráficos semelhantes a inscrições, e, na parte superior, uma faixa vermelha reúne caracteres estilizados. Na parte inferior, também em vermelho, aparecem pequenos animais, com traços simples que lembram pinturas rupestres. É possível reconhecer um boi e um cavalo, além de outras duas figuras: um animal de quatro patas, de corpo compacto e baixo, e um peixe, identificado pelo corpo alongado e forma contínua, sem patas. As figuras estão alinhadas, sugerindo movimento.

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Entalhe em madeira intitulado “Deusa da Justiça”, do artista Paulo Roberto da Cunha, criado em 2010, com dimensões de 82 por 56 centímetros. A superfície apresenta tonalidade marrom quente, com sulcos e relevos marcados pelo trabalho manual. No centro da composição, uma figura sentada aparece de perfil, voltada para a direita. A cabeça está coberta por uma venda esculpida. Um dos braços se estende à frente, sustentando uma balança com dois pratos suspensos. O outro braço permanece próximo ao corpo, junto a uma espada vertical apoiada na perna esquerda, com forma alongada e discreta, integrada ao relevo. Sobre as pernas, há uma tábua de leis inclinada, com inscrições em relevo, incluindo a palavra “LEX” e números romanos. As vestimentas apresentam dobras marcadas, e os pés calçam sandálias detalhadas. A cena é envolvida por uma moldura também em madeira, formando um conjunto compacto que transmite equilíbrio, firmeza e ordem, com volumes definidos e textura perceptível ao toque.

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A obra apresenta uma estrutura metálica abstrata, composta por formas geométricas que parecem se equilibrar no ar. No topo, um plano em formato de losango, levemente inclinado, abriga vazios recortados em curvas e linhas diagonais, criando a sensação de leve movimento. No interior dessa forma maior, hastes metálicas finas atravessam o espaço, sugerindo eixos de equilíbrio, como em uma balança. A superfície do metal é lisa e refletiva, em tons acinzentados, com áreas de sombra que destacam os recortes e a profundidade. A peça se apoia sobre uma base cúbica de madeira clara, simples e sólida, que contrasta com a leveza visual da estrutura superior. O conjunto transmite uma sensação de tensão estável, como se as partes estivessem cuidadosamente posicionadas para manter o equilíbrio entre peso, forma e vazio. Trata-se de uma escultura que convida à observação das relações entre movimento, estabilidade e espaço.

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Passagem, de Cristina Pessoa, realizada em 2006 em pva sobre tela e medindo 180 por 110 centímetros, apresenta uma composição abstrata formada por retângulos concêntricos, organizados em camadas dentro de uma superfície horizontal. Ao centro, há um retângulo amplo em tom cinza claro, cercado por uma sequência de molduras retangulares que se expandem para fora. Essas molduras alternam cores neutras: bege, branco, preto e diferentes variações de cinza. As bordas são regulares, mas levemente onduladas, criando a sensação de movimento suave, como se as camadas respirassem ou pulsassem. A repetição das formas e o contraste entre claro e escuro conduzem o olhar para o interior da pintura, sugerindo profundidade e atravessamento, como um caminho ou passagem que se abre em planos sucessivos. O conjunto transmite equilíbrio e ritmo, explorando a relação entre forma, cor e espaço de maneira simples e meditativa.

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